Viajei no sábado, sinceramente, estava um tédio. Parecia que o motorista do ônibus estava apostando corrida com uma lesma, não é possível. Nós passamos pela roça e tinha um maldito de um filho da puta que abriu a janela do ônibus e metade da poeira vinha pra mim, imaginem só. Antes de chegar em Brumadinho, eu tava muito mal dentro do ônibus e minha mãe me fez tomar uma coisa muito ruim lá e nem pude comer o que eu queria. Mas tá valendo. Depois de Brumadinho, mais estrada de terra, mais poeira. Chegando na rodoviária de Bonfim ( meu destino final ) eu tive que andar mais uns 20 minutos de salto, olha que beleza. Cheguei na casa onde iríamos ficar, fui lavar as mãos e corri pra cozinha, ataquei as panelas mesmo. Estava cansada, mas não deitei, fomos comer churrasco durante o resto da tarde. À noite, fomos eu e Dandara pra rua ( como dizem lá, aqui nós dizemos praça ou centro ). Adoro cidades pequenas, e por incrível que pareça, essa foi a primeira cidade histórica que eu visito. Comfirmei esse final de semana que as cidades pequenas e/ou históricas, são onde existem mais gente bonita, gente linda mesmo, esse povo feio da minha cidade não chega nem perto do povo lá, falo mesmo!
Depois de andarmos bastante pela praça, resolvemos ir embora, passamos por outro caminho para eu conhecer um pouco mais da cidade.
No dia seguinte, acordei muito cedo, antes das 7:00. Achei um absurdo, acordar tão cedo em pleno domingo, mas fazer o que se todos da casa já tinham se levantado. Fui passear no campo, quase ao lado da casa, andei mais pela cidade e percebi o quão ela é pequena. Em uma praça tem escrito: Sejam bem vindos. E ao virar a próxima esquina você lê: Volte sempre. Eu sei foi exagero, mas usei um termo utilizado por uma moradora da cidade. Por ser uma cidade pequena, eu achei que seria mais parada, mas me enganei completamente, em apenas uma noite que eu saí de casa, haviam umas 3 festas no local, que eu sabia né. Lá tem uma boate que todos podem entrar, e dizem que é muito boa, tem um forró e também um casarão, onde tem música ao vivo e uma comida muito boa. Esses são os principais 'pontos legais' da cidade. Fiquei sabendo também de algumas festas que fazem ao decorrer do ano, como por exemplo, o rodeio, a festicana, festa da cerâmica, entre outras. Tem também uma sorveteria ótima no centro, adorei o sorvete de lá.
E as pessoas da cidade, são muito educadas e recebem muito bem pessoas de fora, pelo menos foi assim comigo. No domingo pela tarde, depois de andar bastante, tive que me despedir e ir embora, o ônibus só passava às 18:00 e eu e minha mãe tínhamos planejado ir mais ou menos às 14:00. Então, fomos de carro até Brumadinho para pegar um ônibus mais cedo. Entre uma cidade e outra, são mais ou menos uns 50 minutos de carro. Quando faltavam uns 10 ou 15 minutos para chegarmos o carro estragou, por causa de uma pedra que bateu no fundo e quebrou alguma coisa que eu não me lembro o nome. Então, disse para irmos andando, mas era muito longe, não gastaríamos menos de uma hora e perderíamos o ônibus. Então, Fabiana arrumou uma carona pra gente, nunca imaginei que passaria por isso, mas nesse dia percebi que todos nós estamos sujeitos a qualquer acontecimento do tipo ou ainda pior. Pegamos carona com um conhecido de Fabiana até a cidade. Chegando lá, tomei mais um sorvete e fiquei na pracinha esperando o ônibus, que não demorou muito. Estava tudo muito bom para ser verdade, quando depois de quase uma hora andando (são 2:20 de viagem) pegamos um belo de um engarrafamento. E o trânsito só foi liberado depois de mais ou menos uns 40 minutos andando muito devagar, quase parando.
Chegando em Belo Horizonte, eu tinha que pegar mais um ônibus para chegar em minha cidade, por sorte foi bem rápido e logo cheguei em casa. Estava cansada, comi alguns chocolates, tomei meu banho e logo caí no sono pensando que no dia seguinte eu teria que acordar cedo pois teria escola, curso e a mesma rotina de sempre.
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