Algo que muito me espanta nos dias de hoje é o comportamento de algumas crianças e a vida que elas levam. Lembro-me que quando era pequena ficava feliz com uma simples brincadeira inventada de última hora.
Hoje em dia vemos crianças trabalhando, pelas ruas catando lixo ou até mesmo na frente do computador o dia todo. E vendo isso nos perguntamos: É isso mesmo que queremos para nossas crianças? Eu acho que não né. Amor, carinho, simplicidade, respeito aos mais velhos, solidariedade, o desfrutar das coisas simples da vida, parece não ter espaço na vida de alguns deles.
Pergunto-me se todas as coisas boas que eu vivi na minha infância, as crianças de hoje conhecem, ou pelo menos ouviram falar.
Deixo-vos abaixo uma linda poesia que para mim exemplifica muito bem o tema que abordei nas linhas acima.
Crianças da Minha Idade
Onde estão as crianças
da minha idade;
os co-heróis de aventuras
do Farwest
passadas no pátio da rua?
Onde estão nossas pistolas
feitas de pau;
nossos cavalos obedientes
de cabos de vassoura;
nossos chapéus
de folhas de jornais velhos;
nossas coroas
de penas de galináceos?
Onde está a nossa imaginação;
nossa liberdade de passos e gestos;
nossa alegria de viver;
nossa felicidade de ter dois tostões no bolso
para comprar rebuçados na mercearia da esquina?
Onde estão as crianças
da minha idade?
Vejo seus espectros
em passos e gestos comedidos
concentrados, compenetrados,
cansados sem correr;
não riem
e se sorriem fazem-nos cronometricamente
na hora precisa
quando parece mal ficarem sisudos;
andam, como eu, de coleira ao pescoço
que só ousam tirar ao Domingo;
não fabricam pistolas, cavalos ou chapéus
compra tudo feito.
Tudo.
Há muito
deixaram de se guiar
pelo Sol e pelas Estrelas
olham apenas
para o Deus-Relógio
com tiques nervosos
em busca do dia seguinte
tirado a foto cópia das vésperas.
Outros
são peritos em gastronomia,
descansam as mãos
sobre o abdómen dilatado,
riem por tudo e por nada
e discutem futebol
como única coisa séria na vida.
Onde estão
as crianças da minha idade,
os Heróis da minha rua?
Morreram? Que saudades!!!
Hoje em dia vemos crianças trabalhando, pelas ruas catando lixo ou até mesmo na frente do computador o dia todo. E vendo isso nos perguntamos: É isso mesmo que queremos para nossas crianças? Eu acho que não né. Amor, carinho, simplicidade, respeito aos mais velhos, solidariedade, o desfrutar das coisas simples da vida, parece não ter espaço na vida de alguns deles.
Pergunto-me se todas as coisas boas que eu vivi na minha infância, as crianças de hoje conhecem, ou pelo menos ouviram falar.
Deixo-vos abaixo uma linda poesia que para mim exemplifica muito bem o tema que abordei nas linhas acima.
Crianças da Minha Idade
Onde estão as crianças
da minha idade;
os co-heróis de aventuras
do Farwest
passadas no pátio da rua?
Onde estão nossas pistolas
feitas de pau;
nossos cavalos obedientes
de cabos de vassoura;
nossos chapéus
de folhas de jornais velhos;
nossas coroas
de penas de galináceos?
Onde está a nossa imaginação;
nossa liberdade de passos e gestos;
nossa alegria de viver;
nossa felicidade de ter dois tostões no bolso
para comprar rebuçados na mercearia da esquina?
Onde estão as crianças
da minha idade?
Vejo seus espectros
em passos e gestos comedidos
concentrados, compenetrados,
cansados sem correr;
não riem
e se sorriem fazem-nos cronometricamente
na hora precisa
quando parece mal ficarem sisudos;
andam, como eu, de coleira ao pescoço
que só ousam tirar ao Domingo;
não fabricam pistolas, cavalos ou chapéus
compra tudo feito.
Tudo.
Há muito
deixaram de se guiar
pelo Sol e pelas Estrelas
olham apenas
para o Deus-Relógio
com tiques nervosos
em busca do dia seguinte
tirado a foto cópia das vésperas.
Outros
são peritos em gastronomia,
descansam as mãos
sobre o abdómen dilatado,
riem por tudo e por nada
e discutem futebol
como única coisa séria na vida.
Onde estão
as crianças da minha idade,
os Heróis da minha rua?
Morreram? Que saudades!!!
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