segunda-feira, 21 de maio de 2012


Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o teto.

       Um homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz vez o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como ele é, ou pode ser, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver.

                                                            (Amyr Klink. Mar sem fim)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Os Jovens da década de 10

        
Alguns dizem que somos uma geração que por nada luta, que não tem propósito. Contam-nos orgulhosos e cheios de razão que em seus tempos as coisas eram diferentes, que os jovens não tinham medo de correr atrás daquilo que queriam. Observando ao meu redor percebo que, de fato lutar por algo de contexto mais social é um dos últimos interesses não só dos jovens, mas de todos atualmente. A luta da geração em que estamos, embora seja um pouco contraditória e irônica é justamente não lutar por nada. O ser, o ter e toda essa conversa chata que todos já estão cansados de saber é o que está no centro, julgando aquilo que vamos ser, sentir ou querer. Esse processo demorou décadas para se concretizar, para chegar ao ponto de você querer juntar cinco pessoas para conversar sobre a miséria, e não conseguir duas. Ah sim, temos muitos problemas, muitas lamentações, ia me esquecendo.

Somos jovens e isso não é fácil. O mundo inteiro te questiona de que você está mudado com todos ao seu redor, que não é o mesmo garoto (a) adorável de antes e que não consegue boas notas. Ser jovem é entrar em conflito querendo entender a si mesmo, querendo entender o mundo, entender Deus, entender o coração. É tentar fugir de várias responsabilidades e escolhas que lhe caem diariamente aos ombros, que lhe deixam maluco, que lhe faz chorar e que lhe desespera.

E isso se repete dia após dia, até você para e perceber que já é adulto. Talvez nesse dia já não tenha mais sonhos, talvez nesse dia só queira chegar em casa e encontrar um miojo, talvez nesse dia tenha esquecido o nome do seu artista favorito e até o primeiro filme que foi ver com a família no cinema. Talvez nesse dia tenha deixado de viver.

Ainda assim, lhe digo que o dom de se colocar no lugar do outro é para poucos. Em meio a tantos dramas, encontramos pessoas com dificuldades tão amplas que passamos a achar ridículo e mesquinho tudo àquilo que nos faz sofrer. Ser humilde e generoso é um dos poucos valores que realmente são necessários, e que não caem no tom forçado de muitos “bom dia” que ouvimos por aí. A vida é complicada e um pouco difícil de entender. Alguns mais sábios tentam nos contar o que viram e perceberam com o tempo de suas vidas, mas pouco conseguem nos passar, já que só vamos entender quando estivermos lá, com a pele flácida, marcada pelas lágrimas e sorrisos que tivemos ao longo da vida.

Eu costumo dizer que a esperança é um dos mais duvidosos sentimentos, pois só existem quando não se tem mais nada, ou pela falta de tudo. Claro, de somos jovens e temos muitos pela frente, mas independentemente de sua crença, creio que você irá concordar que o motivo pelo qual estamos aqui vivendo nossas vidas, está cada vez menos sendo percebido pelas pessoas. Por isso, lembre um pouco daqueles jovens corajosos de décadas anteriores que vemos em filmes. Sorria para estranhos, beije seu cachorro, caia na lama, ame o máximo de pessoas que puder, não se limite a procurar somente a sua felicidade.

Não precisamos ter medo de sentir esperança se pudermos senti-la quando ainda tivermos algo, e aqui entre nós... Ainda temos, só precisamos cultivar o que há de melhor em nós.

                                                                  -Gustavo Siqueira.

domingo, 18 de março de 2012

Influência da mídia


Hoje em dia, há uma enorme preocupação com o corpo, como ditas, consumo excessivo de cosméticos impulsionados basicamente pelo processo de massificação das mídias a partir de 1980. No entanto, foi o cinema americano que “criou” os novos padrões de aparência, mostrando para o mundo todo imagens e estilos de vida que qualquer pessoa desejaria ter.

            Da mesma forma, podemos falar da televisão, que veicula corpos perfeitos através de seus programas. Nos levando a pensar que independente da idade ou classe social de casa pessoa, todos devem ter o corpo ideal. Aproveitando-se da situação, as indústrias farmacêuticas faturam muito fabricando medicamentos que inibem o apetite.

            Os programas de televisão, revistas e jornais têm dedicado espaços cada vez maiores em suas programações para apresentar novidades em setores de cosméticos e alimentação. E esses tipos de propaganda tentam vender cada vez mais o que não encontramos na prateleiras: a felicidade.

            É evidente que temos que nos preocupar com o nosso corpo, mas não excessivamente. E não devemos nos comparar com qualquer outra pessoa. Devemos respeitar os limites do nosso corpo e a nós mesmos.