Outro dia, eu estava lendo no jornal e vi o uma coisa que
achei o cúmulo do absurdo: o bolsa crack. Funciona mais ou menos assim: se na
minha família tem algum viciado, eu ganho R$ 900,00 por mês. R$ 800,00 para
pagar a clínica de reabilitação e o restante para fazer o que quiser, ou seja,
pro cara ir lá e comprar mais droga. E sem contar que, na clínica a pessoa fica
apenas se quiser, ninguém pode obrigá-la a ficar lá. Resumindo, são R$ 900,00
para gastar em drogas. Será que isso pode realmente ajudar alguém a sair dessa
vida? Eu acredito que sim, a minoria pra ser mais exata, mas pode sim. Ainda
existem pessoas que não querem mais viver dependente de drogas. Para quem não sabe esta lei já foi aprovada e já entrou em vigor em algumas
cidades do interior de Minas.
Por que o
governo não destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país na educação
pública, gratuita, universal e socialmente referenciada? A intransigência do governo, que recusou o
diálogo e a negociação, fez com que os servidores (professores e
técnico-administrativos) dos Institutos Federais entrassem de greve. E quem
saiu prejudicado com essa greve? Os alunos é claro. Não dizem que o governo se
preocupa tanto com a educação das crianças? Se isso fosse verdade, teriam
aumentado o salário dos professores para eles voltarem a dar aula o quanto
antes. Mas o que eles fizeram? Nada. E os professores ficaram de greve mais de
dois meses. Agora, quem paga o pato são os alunos, que terão que estudar aos
sábados e sem direito à férias.
Isso foi apenas para vocês perceberem como anda a
situação do nosso país, todos sabemos que não está das melhores e muitas
pessoas ainda não levam a sério achando que não é dever deles. Muito pelo
contrário, lutar por um país melhor e mais digno é dever de todos os brasileiros.
Sabem por que o nosso país está do jeito que está? Porque ninguém faz nada. Porque
todos acham que as coisas vão cair do céu. Pensamos que não pode ficar pior do
que já está, mas pode sim. Porque as pessoas não vão mais para as ruas reivindicar
seus direitos, se é que sabem que ele existe.
