domingo, 10 de fevereiro de 2013

Tatuagens


   Quem nunca pensou em fazer uma tatuagem? Nem que seja uma bem pequena, em um lugar que nem todos vejam. Eu acho que todo mundo já teve essa vontade. Mas uns têm medo de agulha, outros pensam em como ela ficará na velhice e por aí vai, sempre arrumando uma "desculpa" pra não fazer. Acho bobagem, se tem vontade, faz. Simples assim.
   Mas também não adianta pegar o primeiro desenho que achar e fazer. Tem que pensar muito bem antes e escolher um desenho bem bacana, um lugar que não atrapalhe na hora de arrumar um emprego, tipo esse cara da foto aí, achei muito foda, mas eu nunca faria, ele vai trabalhar onde, no castelo do terror?  E não se esqueçam de procurar um bom tatuador e que de preferência, seja de confiança. E por favor gente, não escrevam nome de namorado, noivo, marido e qualquer outra coisa do tipo. É uma atitude muito desnecessária, se você gosta mesmo da pessoa, demonstre de outras formas. Aí você tatua o nome do seu namorado e depois de 10 anos de namoro vocês terminam. E aí? O que faz com a tatuagem? Corta a pele e joga fora? Paga um absurdo pra tentar tirar ou fazer outra por cima? Meio complicado né?
   Antes que alguém pergunte, eu tenho sim vontade de fazer. Mas já mudei várias vezes de desenho e de lugar que eu quero. Mas o que eu tenho em mente por enquanto, é um gato nas costas e um escorpião na perna. Maaaas, ainda estou decidindo se faço esses mesmo. Minha vontade é tão grande, que já tenho até o tatuador, acreditam? 
   Então pessoas lindas do meu coração, façam suas tatuagens, mas sem fazer cagada. E sejam felizes com uma, duas ou três espalhadas pelo corpo. =D
     Ooooi pessoas! Será que alguém ainda lembra desse blog? Espero que sim. Estou de volta, não sei por quanto tempo, tô meio a toa esses dias antes de voltarem as aulas, então resolvi dar uma passadinha aqui =D
    

segunda-feira, 21 de maio de 2012


Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o teto.

       Um homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz vez o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como ele é, ou pode ser, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver.

                                                            (Amyr Klink. Mar sem fim)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Os Jovens da década de 10

        
Alguns dizem que somos uma geração que por nada luta, que não tem propósito. Contam-nos orgulhosos e cheios de razão que em seus tempos as coisas eram diferentes, que os jovens não tinham medo de correr atrás daquilo que queriam. Observando ao meu redor percebo que, de fato lutar por algo de contexto mais social é um dos últimos interesses não só dos jovens, mas de todos atualmente. A luta da geração em que estamos, embora seja um pouco contraditória e irônica é justamente não lutar por nada. O ser, o ter e toda essa conversa chata que todos já estão cansados de saber é o que está no centro, julgando aquilo que vamos ser, sentir ou querer. Esse processo demorou décadas para se concretizar, para chegar ao ponto de você querer juntar cinco pessoas para conversar sobre a miséria, e não conseguir duas. Ah sim, temos muitos problemas, muitas lamentações, ia me esquecendo.

Somos jovens e isso não é fácil. O mundo inteiro te questiona de que você está mudado com todos ao seu redor, que não é o mesmo garoto (a) adorável de antes e que não consegue boas notas. Ser jovem é entrar em conflito querendo entender a si mesmo, querendo entender o mundo, entender Deus, entender o coração. É tentar fugir de várias responsabilidades e escolhas que lhe caem diariamente aos ombros, que lhe deixam maluco, que lhe faz chorar e que lhe desespera.

E isso se repete dia após dia, até você para e perceber que já é adulto. Talvez nesse dia já não tenha mais sonhos, talvez nesse dia só queira chegar em casa e encontrar um miojo, talvez nesse dia tenha esquecido o nome do seu artista favorito e até o primeiro filme que foi ver com a família no cinema. Talvez nesse dia tenha deixado de viver.

Ainda assim, lhe digo que o dom de se colocar no lugar do outro é para poucos. Em meio a tantos dramas, encontramos pessoas com dificuldades tão amplas que passamos a achar ridículo e mesquinho tudo àquilo que nos faz sofrer. Ser humilde e generoso é um dos poucos valores que realmente são necessários, e que não caem no tom forçado de muitos “bom dia” que ouvimos por aí. A vida é complicada e um pouco difícil de entender. Alguns mais sábios tentam nos contar o que viram e perceberam com o tempo de suas vidas, mas pouco conseguem nos passar, já que só vamos entender quando estivermos lá, com a pele flácida, marcada pelas lágrimas e sorrisos que tivemos ao longo da vida.

Eu costumo dizer que a esperança é um dos mais duvidosos sentimentos, pois só existem quando não se tem mais nada, ou pela falta de tudo. Claro, de somos jovens e temos muitos pela frente, mas independentemente de sua crença, creio que você irá concordar que o motivo pelo qual estamos aqui vivendo nossas vidas, está cada vez menos sendo percebido pelas pessoas. Por isso, lembre um pouco daqueles jovens corajosos de décadas anteriores que vemos em filmes. Sorria para estranhos, beije seu cachorro, caia na lama, ame o máximo de pessoas que puder, não se limite a procurar somente a sua felicidade.

Não precisamos ter medo de sentir esperança se pudermos senti-la quando ainda tivermos algo, e aqui entre nós... Ainda temos, só precisamos cultivar o que há de melhor em nós.

                                                                  -Gustavo Siqueira.

domingo, 18 de março de 2012

Influência da mídia


Hoje em dia, há uma enorme preocupação com o corpo, como ditas, consumo excessivo de cosméticos impulsionados basicamente pelo processo de massificação das mídias a partir de 1980. No entanto, foi o cinema americano que “criou” os novos padrões de aparência, mostrando para o mundo todo imagens e estilos de vida que qualquer pessoa desejaria ter.

            Da mesma forma, podemos falar da televisão, que veicula corpos perfeitos através de seus programas. Nos levando a pensar que independente da idade ou classe social de casa pessoa, todos devem ter o corpo ideal. Aproveitando-se da situação, as indústrias farmacêuticas faturam muito fabricando medicamentos que inibem o apetite.

            Os programas de televisão, revistas e jornais têm dedicado espaços cada vez maiores em suas programações para apresentar novidades em setores de cosméticos e alimentação. E esses tipos de propaganda tentam vender cada vez mais o que não encontramos na prateleiras: a felicidade.

            É evidente que temos que nos preocupar com o nosso corpo, mas não excessivamente. E não devemos nos comparar com qualquer outra pessoa. Devemos respeitar os limites do nosso corpo e a nós mesmos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Indignados

Indignados, Anonymous, Caras Pintadas, Zeitgeists e vários outros movimentos e ideias acontecendo. Parece que o ser humano não aguenta mais o lado podre da própria espécie, e já não era sem tempo. A casa onde moramos, que amavelmente chamamos de "Terra" não vai nos aguentar por muito tempo com o ritmo atual. Agimos como vírus, nos espalhando e destruindo sem controle.

Agora são várias cidades ao redor do mundo onde estão acontecendo acampamentos. Protesto generalizado, crises horrorosas, gente enlouquecida quebrando e lutando, pedindo por ar, pedindo por mudança, pedindo oportunidade, pedindo justiça. Gente enriquecendo sem escrúpulos e gente empobrecendo sem dignidade. Valores invertidos. Não dá mais.

Simpatizei-me com a ideia dos Anonymous, não escondo isso. A proposta é a de mudança de comportamento, de estudo, de coletivismo (nada a ver com socialismo), de ordem. Gostei, apoio. Tenho ido na Acampada Rio, onde vários estão lá pela mesma ideia. Mas poderia ter me juntado a outros também, sem problemas.

Tenho ido ao acampamento e, verdade, tem gente ali indignada e protestando mas não tem nem ideia do porquê. Só está p*** e protestando. Tem quem esteja lá especificamente contra a corrupção, contra o sistema (mais do que provado como falho e suicida), contra o capitalismo selvagem, contra...enfim, o que puderem.

Mas acredito que as pessoas ainda não perceberam que não é uma meia dúzia de pessoas que deixou a situação como está. Não é em 1% da população que devem colocar toda a culpa. Claro, eles são os estrategistas do grande jogo, mas estamos esquecendo de nós mesmos. Os 99%. Estamos indignados contra a corrupção da própria humanidade. É incrível há quantos milhares o HomoSapiens existe e ainda não pôde aprender a lidar no planeta onde habita. Somos corruptos, maus, omissos, injustos, hipócritas.

Falamos de religião como se deitar a cabeça no travesseiro e se arrepender dos pecados do dia nos absolvesse dos pecados que continuaremos a praticar no dia seguinte. Hipocritamente falamos de amor ao próximo mas criamos pré-conceitos (sim, pré-conceitos, pois temos a péssima mania de generalizar) contra classe social, credo, cor e sexo. Todos, ricos e pobres, negros e brancos e amarelos, homens e mulheres, religiosos e ateus (e pessoas que acreditam em algo, mas não possuem religião), vivemos numa competição constante e num preconceito constante. Um tem que ganhar e o outro tem que perder. Mas quem está perdendo somos todos.

Por que pagamos propina para não levar multa ou comprar a carteira, levamos avós no banco para furar fila, desrespeitamos as leis de trânsito e de onde habitamos, fazemos coisas absurdamente inconsequentes, usamos drogas, nos alienamos ao que acontece, matamos tempo no trabalho e damos jeito de conseguir bônus e horas-extras, maltratamos animais e outras pessoas moral ou fisicamente inferiores, torcemos para que bandido morra mostrando total falta de humanidade, mentimos, damos o nosso "jeitinho" de se aproveitar da situação não se importando que outros possam se prejudicar? Desculpas e mais desculpas serão respondidas. Nenhuma delas justifica. Nenhuma.

É um absurdo. Eu fico indignada. E vários outros também, pelo visto. Não consigo ser 100% correta, sou falha e admito. Mas não sou fraca.

Uma escola que estudei quando pequena tinha o lema "O melhor ensino é o exemplo" e não há palavras mais sábias. Eu luto todo dia, às vezes em passeatas e acampamentos, verdade. Mas isso é o de menos, essas lutas são pequenas no tempo que temos de vida. Minha luta é ser o exemplo. Ser o mais correta que puder. Errar e corrigir e não errar de novo, nunca mais. Cair e levantar. Passar a mensagem através de ações, mostrando como se faz. Sendo boa filha, boa amiga, boa irmã, futuramente boa mãe e boa esposa. Boa pessoa. Bom humano. Eu quero mostrar que é possível, que há a possibilidade de mudanças, mas ela tem que partir dos mundos individuais  das pessoas. De baixo para cima, ao invés de esperar um milagre de cima para baixo.

O mais assustador é a inércia do povo. A grande maioria só trabalha para ter o que comer em casa, pois se pudessem, ficariam à toa. A prova? Passem na frente de qualquer lotérica. Olhem o tamanho da fila. Estão ali, não para melhorarem de vida e tentarem melhorar a vida dos outros, estão buscando um jeito de ficarem de boa e tirarem férias permanetes, dando mais peso para o resto. Sonho de comprar o que sempre quis, ter o que sempre quis, gastar o que sempre quis, aparecer como sempre quis (sem ter nenhum mérito para serem destaque). Pergunte o que querem fazer da vida e vão responder "algo que dê dinheiro". Se pudessem estariam no lugar dos políticos que estão roubando.

Acho lindo a ideia de sociedade Zeitgeist e bastante evoluída, mas atualmente é inviável, não por causa das corporações e governos, mas por causa do próprio povo. A maioria pararia de trabalhar e de ajudar no ato em que tiverem como viver sem precisarem se esforçar.

Os nossos representantes são exatamente isso: nossos representantes. Fazem exatamente o que fazemos. Se somos uma sociedade desviada, nossos representantes e influentes também serão. Claro, de onde eles aprendem a serem assim? Do nada é que não é. São educados assim pela possibilidade e pelo "todo mundo faz". E nós nos omitimos, reclamamos que está ruim e não fazemos absolutamente NADA. É revoltante! Temos que protestar e falar que estamos vendo eles fazerem errado, mas temos que fazer o certo também! De nada adianta, se a sociedade não mudar primeiro, nada vai mudar. Nada. Podem ir e vir empresários, banqueiros e políticos, mas nada vai mudar.

Mas cansamos. Eu cansei. Não de tentar fazer o certo, claro que não, mas cansei de estar sozinha nessa luta silenciosa, mas eficaz.

Copiem exemplos. Sejam exemplos. Corrijam o errado, aonde estiver. Sejam bons trabalhadores, bons empregadores, bons pais e boas mães, sejam bons com o próprio corpo, sejam bons com estranhos, sejam bons amigos. Se pudermos mudar o nosso mundo, então já estamos fazendo mais do que o planeta pode agradecer.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Desculpas e mais desculpas


       Outro dia, eu estava lendo no jornal e vi o uma coisa que achei o cúmulo do absurdo: o bolsa crack. Funciona mais ou menos assim: se na minha família tem algum viciado, eu ganho R$ 900,00 por mês. R$ 800,00 para pagar a clínica de reabilitação e o restante para fazer o que quiser, ou seja, pro cara ir lá e comprar mais droga. E sem contar que, na clínica a pessoa fica apenas se quiser, ninguém pode obrigá-la a ficar lá. Resumindo, são R$ 900,00 para gastar em drogas. Será que isso pode realmente ajudar alguém a sair dessa vida? Eu acredito que sim, a minoria pra ser mais exata, mas pode sim. Ainda existem pessoas que não querem mais viver dependente de drogas. Para quem não sabe esta lei já foi aprovada e já entrou em vigor em algumas cidades do interior de Minas.
       Por que o governo não destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país na educação pública, gratuita, universal e socialmente referenciada? A intransigência do governo, que recusou o diálogo e a negociação, fez com que os servidores (professores e técnico-administrativos) dos Institutos Federais entrassem de greve. E quem saiu prejudicado com essa greve? Os alunos é claro. Não dizem que o governo se preocupa tanto com a educação das crianças? Se isso fosse verdade, teriam aumentado o salário dos professores para eles voltarem a dar aula o quanto antes. Mas o que eles fizeram? Nada. E os professores ficaram de greve mais de dois meses. Agora, quem paga o pato são os alunos, que terão que estudar aos sábados e sem direito à férias.
     Isso foi apenas para vocês perceberem como anda a situação do nosso país, todos sabemos que não está das melhores e muitas pessoas ainda não levam a sério achando que não é dever deles. Muito pelo contrário, lutar por um país melhor e mais digno é dever de todos os brasileiros. Sabem por que o nosso país está do jeito que está? Porque ninguém faz nada. Porque todos acham que as coisas vão cair do céu. Pensamos que não pode ficar pior do que já está, mas pode sim. Porque as pessoas não vão mais para as ruas reivindicar seus direitos, se é que sabem que ele existe.